Mal de Montano

janeiro 26, 2007

Um dia, amanhã

Filed under: Montano por um dia,Poesias — maldemontano @ 8:23 pm

Por Wellington Diniz

  

 

Um dia, amanhã, 

quem sabe depois, 

eu te verei feliz. 

Os nossos retratos, 

bagaços dos fatos, 

já não contam mais, 

já não são relatos dos 

atos loucos, dos roucos  

desejos, da mansa manhã. 

 

 

 

Um dia, amanhã, 

Quem sabe depois, 

Eu te farei feliz. 

Os nossos tratos, 

Tão poucos no prato, 

Já não saciam mais, 

Já não são manjares de 

Toscos deuses, dos moucos 

Lampejos, da densa manhã. 

 

 

janeiro 25, 2007

Blônicas – da net para o papel…

Filed under: Entrevistas,Mal do dia — maldemontano @ 1:13 am

Uma crônica por dia, um escritor para cada dia da semana e doses eventuais de autores convidados formam a receita do “Blônicas” (http://blonicas.zip.net )  para que a geração
blogueira tome gosto pela literatura. Desde janeiro deste ano já foram publicadas três centenas de crônicas na Internet e, agora, 26 delas, mais 13 inéditas, vão para o papel.

Blônicas“, o livro, leva o time de autores profissionais de volta para as estantes -todos eles já tiveram trabalhos impressos: Xico Sá, que abre a semana no blog com odes à beleza feminina, foi o criador da coluna “Macho”, na Revista da Folha, e escreveu livros como “Modos de Macho & Modinhas de Fêmea” e “Divina Comédia da Fama“.

Nelson Botter Jr., dono das terças-feiras na versão online, é escritor e psicanalista. Às quartas quem escreve é a jornalista Rosana Hermann. Leo Jaime, o músico, que publica sua crônica às quintas, também é jornalista. Depois vem Henrique Szklo, autor de livros de humor e, no fim de semana, mais humor com Castelo, ex-Língua de Trapo. Fechando o elenco fixo, Milly Lacombe, blogueira dos domingos, é editora da revista “TPM”. E ainda tem os convidados, que blogam sem data marcada: Antonio Prata, Paulo Castro, Edson Aran, Lusa Silvestre, Evandro Daolio e Marcelino Freire, todos do ramo.

Quase todos também mantêm blogs pessoais desde antes do “Blônicas”, o que dá traquejo suficiente para transitar entre os textos online e os impressos. Carlos Castelo Branco diz que a maioria de suas crônicas se presta aos dois veículos – as exceções ficam por conta de temas ligados ao mundo virtual. Cita como exemplo “O Orkuticídio de Etevaldo”, em que o personagem desaparece de uma comunidade de relacionamentos. “Até cabe no papel, mas funciona idealmente num blog”, diz ele.

O mentor do projeto e agregador da turma, Nelson Botter Jr., valoriza os comentários dos leitores nos posts: “é aí que está a grande interatividade do blog. Todo escritor gosta de saber o que os outros acham de seus textos, de suas idéias propostas, e os  omentários são um termômetro disso”. Botter também defende o dinamismo da crônica como o fator que leva pessoas não habituadas à leitura a se interessarem pelo gênero e, a partir daí, procurarem outros estilos: “É um texto envolvente, em que o leitor muitas vezes se identifica no ato com o assunto, porque já viveu situação parecida ou conhece alguém que já o fez.” 

Em entrevista por e-mail, Botter fala sobre o “Blônicas” e sobre o processo de migração de blog para livro:

UOL: Blônicas virando livro, a migração já estava planejada desde o começo?
Botter: Desde que iniciamos o projeto do blog sabíamos que poderia resultar em muitas outras coisas, como livros, palestras, oficinas etc, mas esse não é o foco principal. Estamos no projeto para produzir literatura de uma maneira mais acessível ao público em geral.

UOL: Como foi a seleção dos cronistas?
Botter: Usamos um critério básico: todos seriam escritores profissionais, ou seja, já teriam publicado pelo menos um livro e, eventualmente, seriam colunistas de revistas, jornais e sites. Outro foco foi a diversidade de estilos, procurando cronistas que  pudessem interessar a todos os tipos de leitores. A idéia era fazer do “Blônicas” um espaço eclético de literatura.

UOL: O que os leitores vão encontrar de diferente no livro?
Botter: O livro é uma reunião das melhores crônicas de todos os autores do blog e mais textos inéditos, escritos para a publicação em livro.
UOL: Os textos foram modificados para a versão impressa?
Botter: Alguns dos textos tiveram leves alterações do que foi publicado originalmente, criando uma sensação de nova leitura mesmo para os que já acompanham diariamente o blog. Não sei dizer se há uma diferença da tela do computador para o papel, mas no livro temos a oportunidade de “caprichar” mais na estrutura dos textos e também na parte visual. A produção gráfica do livro está impecável e os textos inéditos nunca serão encontrados no blog.
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Serviço:
Autores: Xico Sá, Nelson Botter Jr., Rosana Hermann, Leo Jaime, Henrique
Szklo, Castelo, Milly Lacombe, Antonio Prata, Edson Aran, Evandro Daolio,
Lusa Silvestre, Marcelino Freire e Paulo Castro.
Editora: Jaboticaba

janeiro 19, 2007

Por que lemos o que lemos?

Filed under: Mal do dia,Quem gosta indica — maldemontano @ 12:12 pm

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 Por Solange Pereira Pinto

Férias é tempo de leitura. Pelo menos para os viciados na arte da literatura. Minha dica é “Como as grandes corporações decidem o que você lê – O negócio dos livros“, de André Schiffrin (Ed. Casa da Palavra). Nessa obra o autor faz um “levantamento” histórico mostrando como as grandes editoras incorporam as pequenas e de que maneira são escolhidos os autores, temáticas, livros que são publicados de tempos em tempos. A questão fica em torno de “quem decide o que está nas prateleiras das livrarias?”. André Schiffrin é editor com experiência de quase 50 anos no mercado e denuncia como os cinco principais grupos de comunicação do mundo têm em suas mãos 80% dos livros editados nos Estados Unidos. Vale a pena conferir, afinal liberdade é uma utopia…

janeiro 10, 2007

FILÓSOFA VIVIANE MOSÉ LAVA AS PALAVRAS

Filed under: Mal do dia — maldemontano @ 7:38 pm

Escritora mostra sensibilidade e talento para poemas em duas obras

Por Fabrício Carpinejar*

Quase sempre, o poeta inicia o percurso pensando que sua vida rende poesia. Confunde a pulsão emotiva com o excesso biográfico. Conclui equivocadamente que basta sentir para escrever poesia. Mas sentir não faz poesia. Quem sente é poesia, não poeta. O poeta é o que não sente e se esforça para sentir. A emoção não apanha a realidade, apanha da realidade.


A poesia não é a própria vida, porém a vida em choque com a vida dos outros. Sua ausência devolvida na ausência próxima. O alheamento é intimidade; a observação, residência.


Sabe disso muito bem a filósofa e psicanalista Viviane Mosé, natural do Espírito Santo e radicada no Rio de Janeiro, que se tornou popular após apresentar o quadro Ser ou não Ser, do Fantástico (Rede Globo), onde explicava assuntos espinhosos da filosofia numa conversa simples e cotidiana. Ela se transfere com domínio para o outro. Realiza um translado lírico de vivência. Um empréstimo de casa, corpo e lugar. Sua ambição é estar fora de si.


Nos últimos dois anos, publicou: a bela antologia Receita pra Lavar Palavra Suja (Arte Clara, 2004, 91 págs.) e o lançamento Desato, a registrar suas performances poéticas em eventos como CEP 20.000 do Rio de Janeiro.


O desejo de experimentar a estranheza se revela em dois momentos preciosos:


“Desejei com toda força ser a moça do supermercado.
Aquela que fala do namorado com tanta ternura.
Mesmo das brigas ando tendo inveja.
Meu vizinho gritando com a mulher na casa cheia de crianças,
Sempre querendo, querendo, querendo.”

(Receita pra Lavar Palavra Suja, pág. 3)


“Como eu queria escrever a história de um homem em uma janela de trem em Minas, de terno escuro de linho e óculos, olhando a menina moça que vende doce de leite em forminhas de empada. Ele olha pra ela, depois o foguista ganha uns peixes do rapaz que um dia vai enamorar dela e casar. O rio corre ao largo sempre ralo e barrento. O homem do terno escuro olha como eu gostaria de ter olhado, a estação e a menina, que nem percebe o rapaz que deu os peixes e mora na pensão. Marília talvez fosse o nome dela. Marília de vestido amarelo amaria na relva o rapaz, somente para que eu pudesse compor o amarelo em Marília, ou o amor dos dois na relva. Caso pudesse suportar.”

(Receita pra Lavar Palavra Suja, pág. 44)


Viviane é uma surpresa, uma voz toda imbuída de curiosidade. Percebe que a força do poema está na suposição. Quando a poesia se torna certeza, impetra-se em religião e dogmatiza, em vez de encantar. Ao imaginar o que os outros podem estar vivendo, expressa uma urgência pessoal. Emociona, cativa, assinala o desejo com voracidade. Na pele da caixa de supermercado ou do vizinho que ama gritando ou da vendedora de doce de leite, sua imaginação está à vontade para completar o que falta conhecer. Não depende de uma escolha entre o que conhece, e sim de sua capacidade fabulosa de elaborar o invisível.


Os dois livros apresentam uma obra em formação, ainda transpirando as influências. Adélia Prado está no tom eminentemente confessional, na percepção aguda do olfato e da atmosfera doméstica. Abordam a cozinha, a espera da pesca e o ritual mínimo do interior, marcas do repertório da autora mineira (lendo Desato I, impossível não lembrar de poemas como Casamento ou Dona Doida). Manoel de Barros marca presença nos versos curtos, explicativos, circulares e redundantes, numa didática da infância. Outra correlação contemporânea é Arnaldo Antunes e a dicção infantil e perguntadeira de Coisas.


Em Desato, Viviane Mosé expande-se em diferenciar os elementos como uma menina. Conceitua o que não precisa ser esclarecido, para readquirir o deslumbramento do momento do aprendizado. Tem o propósito de ser alfabetizada de novo ou alfabetizar de novo. Nela, alternam-se as figuras de professora e aluna, de observadora e observação. Ela quer lavar a palavra, esfregar a palavra nas pedras, livrando-as da poluição do uso corrente, numa proposta semelhante à pré-história das palavras de Barros. Volta à nomeação fundadora do mundo. Explica o que é um bote de uma canoa de um barco de uma jangada. O que muitas vezes irrita pela facilidade e simplificação e, em outras vezes, arrebata pelo espírito frágil e sensível das comparações: “Minha mãe gosta de pescar em rios/ Meu pai sabe pescar em mar.”


Seu discurso lírico é arriscado, porque transforma versos que deveriam ser de apoio em alicerces, reboando superficiais e caricatos: “Eu amo meu amor eu amo meu amor eu amo./ Nossas coisas dão certo nós damos certo nós acertamos./ de neném a festas nós acertamos.” A repetição e as frases clonadas geram linhas de pouco valor literário, tal “Como se fosse tarde para mim./ E o meu Mim dissolvesse como leite em pó na água”.


Ilumina quando investe na contemplação de seus costumes: “Só sei guardar segredos dos outros./ Os meus conto pra todo mundo.” Ou no senso de humor inteligente das manias dos relacionamentos: “Fazíamos sexo quase o tempo todo. Quando não/ Fazíamos pão integral e iogurte ou cuidávamos das abelhas.”


A escritora utiliza o método filosófico de descascar as camadas da linguagem, como a esfoliar um leque ou folhear a nudez. “Eu tenho muitas coisas, quero dizer, tenho muitas camadas./ Uma camada de livros, outra de sapatos./ Tem a camada de plantas. E toalhas de rosto./ Tenho camadas de nomes e coisas que vejo.” A racionalidade, quando exacerbada, aguda-se em penetração investigativa e poética, fotografando a esmo tudo o que a cerca, valorizando detalhes até então despercebidos. O acúmulo não permite enxergar o conjunto, assim o refazendo. Tão claro, que resulta distorcido. O que importa é a falta de foco. Ao relacionar gratuidades, produz maravilhamentos como “minha pessoa é muito mais fraca do que meus pés”.


Viviane Mosé é uma grande poeta. Não precisa mais explicar sua poesia.


* Fabrício Carpinejar é poeta e jornalista, autor de O Amor Esquece de Começar (Bertrand Brasil, 2006)


SERVIÇO
Desato Viviane Mosé, Record, 89 págs., R$ 24,90


(Publicado
em O ESTADO DE S.PAULO, CADERNO CULTURA, pág. 5, Domingo, 7/01/2007)
 

Fonte aqui

 

janeiro 7, 2007

A volta da adorável subversão de Nelson Rodrigues

Filed under: Mal de Antano,Mal do dia — maldemontano @ 11:11 pm

Único romance em que assinou com o próprio nome, O Casamento foi proibido quando lançado, em 1966

Por Ubiratan Brasil

Quando faz referência à versão que levou ao cinema do romance O Casamento, de Nelson Rodrigues, o cineasta e comentarista Arnaldo Jabor é enfático: ‘É um filme duro, violento e grotesco, esquisito, sexual, estomacal, intestinal, uma grande explosão.’ Também a adaptação teatral que João Fonseca e Antonio Abujamra fizeram nos anos 1990 arrancou gargalhadas e aplausos em cena aberta, quando encenada nos palcos cariocas. Mesmo nascido em 1966, o romance rodriguiano mantém uma assustadora atualidade por sua violência e dramaticidade ao revelar o brutal apodrecimento de uma família na véspera do casamento da filha. É o que se pode constatar com a leitura de O Casamento, recentemente relançado pela editora Agir que, felizmente, investe na publicação da obra em prosa de Nelson Rodrigues – o anterior foi A Vida como Ela É.

Único romance que o dramaturgo e cronista assinou com o próprio nome, sem recorrer a pseudônimos folhetinescos, O Casamento foi um extraordinário sucesso na época do lançamento, vendendo 8 mil exemplares nas duas primeiras semanas de setembro de 1966, equiparando-se a Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Jorge Amado, lançado na mesma época. Escrito em apenas dois meses, foi uma encomenda de Carlos Lacerda, que queria um inédito de Nelson Rodrigues para inaugurar sua editora Nova Fronteira. Mas, ao ler os originais, Lacerda ficou chocado e não quis publicá-lo. Então armou um belo estratagema e repassou-o a um amigo comum de ambos, Alfredo Machado, da Guanabara, que o aceitou correndo.

Mesmo assim, Nelson não tinha motivos para comemorar: dias depois de a obra chegar às livrarias, ele foi surpreendido pela morte do irmão, Mário Filho. Com isso, noites de autógrafos, entrevistas, coquetéis, tudo foi cancelado. E, antes que pudesse recuperar-se do impacto, o escritor levou outro baque ao ser informado de que O Casamento fora proibido por Carlos Medeiros Silva, ministro da Justiça do então presidente, o marechal Castelo Branco. Motivo: ‘A torpeza das cenas descritas e a linguagem indecorosa em que está vazado.’ Segundo o documento, o romance era um ‘atentado’ contra a ‘organização da família’.

Na verdade, a cegueira cultural da censura militar era latente – o livro conta a história de uma família conservadora que revela o seu desmoronamentovenenos acobertado pela tradicional hipocrisia. Estão, em O Casamento, frases que se tornaram clássicas como ‘Só os profetas enxergam o óbvio’, ‘Não acredito que uma mulher possa amar o mesmo homem por mais de dois anos’, ‘Qualquer um pode ser obsceno, menos o ginecologista’ e, talvez, a mais conhecida, ‘Todo canalha é magro’.

A sociedade brasileira, porém, não parecia preparada para encarar um retrato tão detalhista. A proibição pela censura federal praticamente não repercutiu na imprensa, fruto da pesada mão que o governo militar impunha aos meios de comunicação. Pior: o jornal O Globo, no qual Nelson escrevia diariamente a coluna À Sombra das Chuteiras Imortais, publicou um artigo de primeira página defendendo a proibição. O jornal não citava diretamente o título da obra, mas elogiava a ‘corajosa’ atitude do ministro ao proibir um livro que atentava contra ‘os princípios basilares da nossa organização social, e entre esses o matrimônio’.

Nelson tentou se defender – em entrevista ao Jornal do Brasil, o escritor dizia que a medida era odiosa e analfabeta. ‘O livro é de um moralismo transparente, taxativo e ostensivo para quem sabe ler e para quem não é analfabeto nato ou hereditário’, protestou ele, conforme relata Ruy Castro na biografia O Anjo Pornográfico (Companhia das Letras). ‘A esperança que tenho, apesar de tudo, é a de que não assistirei à queima pública do meu livro como numa cerimônia nazista.’

A condenação, de fato, não chegou a tal extremo, mas o silêncio de seus pares (apenas alguns amigos como Paulo Francis, Hélio Pellegrino e Franklin de Oliveira protestaram publicamente contra a proibição) decepcionou o escritor. Para completar, um de seus detratores se deu ao trabalho de contar os palavrões em O Casamento e computou 147. Curiosamente, ainda lembra Ruy Castro, as livrarias estavam abarrotadas de exemplares do livro Trópico de Câncer. ‘E o romance de Henry Miller continha essa mesma quantidade de palavrões – só que por capítulo’, aponta.

Seis meses depois, já em 1967, o Tribunal Federal de Recursos liberou o livro, considerando o ato do ministro da Justiça como de ‘ilegalidade máxima’. Mas o destino funéreo de O Casamento estava marcado: sem críticas publicadas na imprensa, o interesse do público desapareceu e a obra só voltou a despertar atenção em 1975, com o filme de Arnaldo Jabor, e, em 1993, com sua republicação pela Companhia das Letras.

A volta da obra às livrarias oferece ao leitor a oportunidade de ter um contato justamente com o inventário de obsessões mais caras a Nelson Rodrigues. Adultério, incesto, assassinato e um austero moralismo pontuam as páginas do livro, que volta a subverter a ordem mesmo no novo milênio. Autor de uma dramaturgia que foi um divisor de águas no teatro brasileiro, unindo elementos melodramáticos, naturalistas e expressionistas, Nelson tornou-se, com o correr dos anos, uma das poucas unanimidades dos palcos nacionais. E seus romances acompanham a mesma trajetória, apresentando sua própria perspectiva política de um estilo de vida familiar específico de um patriarcalismo muito local. Ruy Castro aponta O Casamento como um dos três ou quatro maiores romances brasileiros do século passado. Poucos desaprovam.

Fonte O Estado de São Paulo

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O Casamento, Nelson Rodrigues, Editora Agir, 372 págs., R$ 40

janeiro 2, 2007

Ranking de mais vendidos tem Shakespeare reescrito por Verissimo

Filed under: Mal do dia — maldemontano @ 10:54 pm

da Folha Online

 

Um papagaio narra a tragicomédia sobre o amor do duque de Orsino pela condessa Olívia.

A história, contada por Shakespeare 400 anos atrás em “Noite de Reis” e agora reescrita por Luis Fernando Verissimo, aparece no ranking de livros de ficção mais vendidos sob o título “A Décima Segunda Noite” (ed. Objetiva, 152 págs.).

O livro é o segundo da coleção “Devorando Shakespeare“. Nele, a idéia de Shakespeare ganha nova roupa em um salão de cabeleireiros em Paris, no qual o papagaio Henri apronta das suas.

janeiro 1, 2007

Graça

Filed under: Montano por um dia,Poesias — maldemontano @ 5:55 pm

Por Suzana Alípaz

   Dedos sabidos suave crina e botão flor úmida. Dúlcidos sonhos rumo delírio de delícias em série extasiado corpo mão firme. Balanço compasso scherzando só. Espaço raro oferta movimento alísio. Verdes costelas deliciosa Monstera exposta espata oculta espádice estranha flor. Espantos íntimos sorrisos de botão aberto colheita próxima. Invasor enérgico frio acolhido   profundo   veloz   moto-contínuo.                                                

  Pequena morte.

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