Por Edelson Nagues
O/mar vê: [a] pres(s)a (de) entrar. No horizonte, [a]riscos[,] (de carvão ba)lançam-se(: b)arcos. En/canto de ser/[eia]. (A)trai[,] O/mar.
A onda anda a onda anda a onda anda a onda. Ao longe, [a]riscos (de carvão): corpos ao s[o](a)l, b(and)eira do cais.
A mãe (se des)espera. Nada. Grita: “O!mar!”
A onda anda a onda anda a onda anda a onda anda. Aonde? “O!mar!” Nada. “Salvem!”
Sal vem. Nos olhos de/la. Na garganta de cá.
[A]braço(s) forte(s). Luta de(s)/igua(l)/ais.
A mã[e](o): a[!]deus.
Omar: o mar.
Feliz, muito feliz por encontrar um texto do Edelson por aqui. A criatividade formal dele é tremenda!!!!
Comentário por B.Amaro — Dezembro 11, 2006 @ 11:09 pm |
Perfeito! Adorei!
Comentário por Giovanna Carla de Oliveira — Dezembro 15, 2006 @ 11:32 am |
Ô-mar-vado Edelson!
Tempo você arruma, pra fazer essas coisas bonitas, trabalhadas com esmero, embora só tenha conhecido o mar por fotografia (rsss). Mas não arruma tempo pra ser meu parceiro no livro…
Sucesso, abraços a você e suas duas mulheres fantásticas, a grande e a pequena.
Ari
Comentário por Aristides Coelho Neto — Janeiro 9, 2007 @ 5:01 pm |