Por Piero Eyben
como que das distâncias
apartado, os olhos rarejam
algumas imagens do final.
assim pára, toma da água e
do vinho (2 partes por uma):
o reflexo de uma alegria de fum-
aça – nas assaduras do tempo –
e o júbilo de – tendo escrito na
parede: porque no sé res.
comíamos, no entr’espaço de
duas linhas, alguns petiscos de
alguma conversa: risos, só risos
à toa.
saldo: rubros, sem sapatos, alguns
caídos, dança, fumaça ao léu de
nossas (in)consciências consistentes.
saldo: menos bergman, mais nietzsche,
ainda um mallarmaico brinde
solitude, recife, estrela.
um último traçado, em escrita ou
melodia – pouca importa – de feliz
morada, abraços, como devem ser
aqueles que bebem vida – como pound –
mesmo de quem se retira.
Depois de eras sem telas planas
e de aprontar a mala chata
(Brasilha, once more)
e após
vários mallarmaicos brindes
adentro blogs e re(vejo) poesias, amigos, e batida de emoções
Inté
semana que vem
gregos e montanas
Comment por olimpia — Novembro 18, 2006 @ 5:29 pm |
[...] “alguns petiscos de
alguma conversa” [...]
Muito bom!
Comment por Wellington Diniz — Novembro 19, 2006 @ 9:53 pm |
Piero, meu amigo, essa eu não conhecia, muito boa. De verdade.
Comment por psique — Novembro 30, 2006 @ 11:05 pm |