Por Carla Andrade
Há dias de rapto
o sol cego
morrendo a gente
em raios
levam purpurinas de néon
deixam
carne
vertigem
teatro
mas se deixam, seria rapto?
já vi chuva
roubar alma
em postes iluminados
e ao mesmo tempo
produzir novelos do tempo
revelando rastros
anelos de sonhos
já vi ostra olhar de perfil
só para pedir mãos
em troca de pérolas
sem falar no disparo
das águias em dorsos febris
voando o olhar da gente.

impressionante!!!!!
Que sequência possuí esse caminho de correntezas, de faíscas , memórias…
Guia de imagens pensadas antes de saber e sentidas antes de vê-las.
Admiro muito a poesia e cito para declarar minha paixão: “Porque nunca alguém escapou ou escapará ao amor enquanto houver beleza e olhos para ver”
Longi Pastoralia
Comentário por paulo peters — Novembro 4, 2006 @ 3:35 am |
Que delícia essa cadência. Pura purpurina de néon!
Comentário por luisa moura — Abril 9, 2007 @ 4:37 pm |