Mal de Montano

Outubro 22, 2006

Bebo a angústia que há em mim!

Arquivado em: Montano por um dia, Poesias — maldemontano @ 2:24 am

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 Por Wellington Diniz

Bebo a angústia que há em mim!

Não aquela eterna do botequim.

Apenas o João no balcão.

Bebo a angústia que há nos outros!

Não aquela querela do João.

Apenas o pião no salão.

Degusto delicadamente

Cada gole de minha derrocada,

A eterna lágrima do palhaço.

Faço o laço como desfaço

E disfarço a lágrima.

Não a do palhaço,

A do João no balcão.

2 Comentários »

  1. Por onde andavas poeta? Escondido numa taberna bebendo as dores do mundo? Ou brincando de esconde-esconde com a razão e a inspiração na ‘floresta encantada da dialética’?

    Comentário por Maia — Outubro 26, 2006 @ 12:53 pm | Responder

  2. Que lindo, baby! Estavas sentado na mesa de um bar ou na trolha do negão? E poesia não tem ponto no final de cada verso. Só exclamação e/ou interrogação. Tá caducando, velhinho? Beijunda.

    Comentário por Marcius HP Loureiro — Outubro 27, 2006 @ 1:05 pm | Responder


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