Mal de Montano

Outubro 2, 2006

Poesia de André Ardens

Arquivado em: Mal do dia, Montano por um dia, Poesias — maldemontano @ 11:52 pm

Exercício pétreo  

    Errado, começarei 

              a cegar-te.

Tanto peso macula,

       joga num poço 

 - sem margem –

         o olho que cai.

Agora, no teu ventre, 

a veia levianamente 

              percorre e,

dos grandes lábios, 

  - juncos soltos – 

             escorre prata. 

1 Comentário »

  1. Curioso, André, li seus versos no mesmo primeiro dia em que vi

    “La bufera infernal, che mai non resta,
    mena li spirti com la sua rapina;
    voltando e percotendo li molesta.”

    (A procela infernal que nunca assenta,
    essas almas arrasta em sua rapina,
    volteando e percutindo as atormenta)

    (tradução ítalo e. mauro)

    Reli os seus bem-escritos… talvez fosse prudente você já ir elaborando uma boa alegoria por trás dos versos, não? … afinal, segundo o florentino, o segundo círculo da Dite (almas dos luxuriosos) pode ser o divino fado de qualquer um.

    Não parece ser pena ingrata para as almas-machas: belíssimas lá habitam, molhadas até o mais íntimo lençol: Semíramis, Cleópatra, Dido, Francesca e, naturalmente, Helena.
    BJ,
    Olimpia

    Comentário por olimpia calmon — Outubro 6, 2006 @ 11:43 am | Responder


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